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Cine PE (5). Meu final atribulado de festival. E agora… O Caminho da Água!

De volta a casa. Acabo de chegar. Tive ontem um dia movimentado. Almoçamos, MIguel Barbieri, no Oficina do Sabor, em Olinda. Desde a confraternização da Sony, quando MIguel me disse que iria ao Cine PE, já havia deixado pré-agendada, com ele, a ida ao Oficina para comer a melhor moqueca – no jirimum! – do Brasil. Orlando Margarido me havia enviado o endereço de uma livraria no Recife, a da Praça, na Praça da Caixa Forte. Emendei o restaurante com a livraria – alimento para o corpo e o espírito. Quando me dei conta já passava das 4. Corri a um boteco da praça para ver o jogo. Torcia para Marrocos, mas era um sonho imaginar que a seleção do país africana venceria a França. Teremos a final entre Argentina e França. Vou torcer pelos hermanos no domingo, e pelo Messi, que está fazendo uma grande Copa. Do boteco, fui diretamente para a sessão de encerramento. Ocorreram duas coisas. Perdi os óculos – deixei no cinema, e, no retrospecto, quando me dei conta de que os perdera, lembrei-me de haver pisado em alguma coisa ao me levantar da poltrona. Devo ter quebrado, ainda por cima. Pior – quebrei o dente, o da frente, que havia restaurado há pouco, ao jantar, de volta ao hotel. Devo andar com algum mau olhado. Brinquei dizendo que preciso conseguir o endereço da benzedeira do curta paraense de San Marcelo e Pedro Alaia. Vamos ver se ela fecha meu corpo para tanta coisa ruim.

Exagero, claro. A estada no Recife foi ótima, com uma seleção de qualidade – palmas para Edu Fernandes e Nayara Renaud -, muita gente amiga, querida, para dividir os momentos de lazer. Quero mais é estar em condições para o 27º Cine PE, no ano que vem, que a diretora geral Sanda Bertini tentará trazer para o meio do ano. Por conta do problema que iniviabilizou as sessões de segunda e terça no Teatro do Parque – segunda, não houve e, na terça, o festival transferiu-se para o Cinema do Porto, no prédio do Porto Digital, no Cais do Apolo -, houve também uma mudança de programa. Na terça, junto com a homenagem a Bárbara Paz, assistimos a um duplo. Não gostei, sinto muito, de Casa Izabel, de Gil Barone. Havia gostado um pouco mais de Rama Pankararu, de Pedro Sodré, mas precisei de distanciamento – e de debater o filme com o diretor e sua equipe – para realmente apreciar as qualidades do longa que traz um outro olhar sobre os povos originários. Os indígenas de Sodré, sua maravilhosa atriz – Bia Pankararu -, não se assemelham a nada nem ninguém que tenhamos visto no cinema brasileiro recente sobre os povos da floresta. Vocês entenderão quando Rama Pankararu estrear.

Na quarta, em vez da premiação, tivemos a exibição dos últimos curtas e do longa concorrentes. Margarita Hernández dirige o doc Um Outro Francisco, sobre as comemorações da procissão do São Francisco de Canindé pelo olhar de dois fotógrados italianos. Não é tão bom quanto o Che da autora, mas gostei de ver, gostei dos personagens – a troca de experiência dos italianos com os fotógrafos locais é muito rica; os ex-votos são muitas vezes fotos desses corpos enfermos que agradecem a graça alcançada -, mas gostei principalmente do olhar de Margarita para a cidade e o povo. Ela ama gente, e isso fica claro. Estou acrescentando esse post meio na corrida. Cheguei há pouco e só queria dar notícias. Quero sair para ver… Avatar – O Caminho da Água! Embora a premiação, propriamente dita, deva ocorrer somente no ano que vem, o Cine PE deve anunciar nesta sexta – amanhã! – os vencedores da edição de 2022. Meu melhor filme de longa-metragem é o Rosa – Gerais da Pedra. Vamos ver qual será a escolha do júri formado por Bete Mendes, Tizuka Yamasaki, Emanoel Freitas, Luiz Carlos Lacerda e Heleno Bernardo.

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Autor: Luiz Carlos Merten

jornalista

2 comentários em “Cine PE (5). Meu final atribulado de festival. E agora… O Caminho da Água!”

  1. Eita amigo! Chuta que é macumba, rs… Rapaz, dificilmente conseguirei ver estes filmes nacionais, eles não chegam ao grande público. De modo que no cinema brasileiro, não há espectadores… Mas, testemunhas. Olha amigo, te admiro pela empolgação com o cinemão… Queria ser assim…

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