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Cine PE (6). Saíram os vencedores, e eu sou mais as Calungas de direção

Havia um erro estrutural no post anterior. Troquei um James Cameron por outro – e o Fernando Severo, atentíssimo, assinalou -, mas já corrigi, no próprio texto. Imagino que minha experiência mística vendo Avatar – O Caminho da Água, ainda mais do jeito que a relacionei à presença do Padre Marcelo no voo de volta do Recife, seja uma coisa muito pessoal, mas está feito. Só posso falar do cinema como o sinto, ou vejo. Isso vale para o Cine PE. Estive na contramão de todos os júris no Festival de Audovisual do Recife. Júri oficial, do público, Abraccine. O júri oficial atribuiu a Calunga de Prata de melhor filme de longa-metragem a Casa Izabel, de Gil Baroni, mas ele não venceu como melhor diretor e o prêmio da categoria foi para o trio de Gerais da Pedra, meu favorito. Paulo Júnior, Gabriel Oliveira e Diego Zanotti também venceram conjuntamente o prêmio de fotografia.

Eu teria atribuído melhor filme e direção a Gerais da Pedra, mas, como já disse, estava na contramão e o júri, os júris, são soberanos. O popular e o da Abraccine uniram-se para consagrar Rama Pankararu, de Pedro Sodré, que seria minha segunda opção como melhor longa – Aldeia Natal, a terceira. Benzedeira, de San Marcelo e Pedro Olaia, venceu como melhor curta para dois júris, o oficial e o da Abraccine. Gosto mais do personagem que da realização, e o júri oficial de certa forma concorda com isso. Atribuiu a Calunga de direção a… Leonardo Martinelli, de Fantasma Neon, que amo. Apesar das divergências, não creio que os júris do Recife, no plural, não tenham deixado de fazer a lição de casa direito. Posso discordar, mas não vi nada embaraçoso, nem escandaloso. Houve apuro na seleção e coerência na premiação. Casa Izabel venceu também as Calungas de trilha e direção de arte. Aldeia Natal, de Guto Pasko, venceu como melhor roteiro e montagem.

O júri dividiu os prêmios principais entre documentários e ficções. Eu teria privilegiado os docs. O próprio Rama Pankararu é um filme nas bordas. Os atores travestidos de Casa Izabel venceram como coletivo – melhores protagonistas e melhores coadjuvantes. Achei meio excessivo. Não existe protagonismo na história, são todos coadjuvantes, mas a verdade é que a seleção não contemplava grandes atuações masculinas principais. Em compensação, não creio que pudesse haver outra escolha de melhor atriz que não fosse a vencedora, Bia Pankararu, de Rama Pankararu. Pelos motivos assinalados anteriormente – em outros posts – a cerimônia de premiação foi transferida para o ano que vem. Já me habilito. Espero lá estar, num São Luiz restaurado ou num Teatro do Parque com seu sistema de projeção novo em folha.

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Autor: Luiz Carlos Merten

jornalista

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